Importações sobem 27% e governo reage com novo ajuste
O governo federal ampliou para 23 o número de produtos siderúrgicos sujeitos à tarifa de 25% no sistema de cotas. A medida atualiza o mecanismo criado em 2023, com o objetivo de conter o avanço das importações, especialmente da China.
A decisão inclui quatro novos produtos classificados como “NCMs de fuga” — códigos que vinham sendo usados para driblar a tributação. A inclusão ocorreu após crescimento expressivo das importações desses itens no último ano.
Até que o limite de cota seja atingido, as alíquotas variam entre 9% e 16%. Ultrapassado o volume, entra em vigor a tarifa cheia de 25%.
Mesmo com as novas medidas, o setor ainda vê brechas. Produtos originários de países com acordos comerciais seguem isentos da sobretaxa — o que tem gerado preocupação entre usinas nacionais.
O caso do Egito exemplifica o alerta. Em abril, o país saltou para a 4ª posição entre os maiores exportadores de aço para o Brasil, com 6,5% de participação — volume 19 mil toneladas — vindo praticamente do zero no mesmo período do ano anterior.
Segundo dados da Aço Brasil, as importações de aço no país cresceram 27,5% no primeiro quadrimestre, somando 2,2 milhões de toneladas.
O debate segue intenso entre conter a concorrência externa e preservar acordos comerciais estratégicos.
Com a nova regra, o governo tenta equilibrar a balança.
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Fonte: Agência Brasil – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
