Novo ranking revela os verdadeiros gigantes do hard rock no continente.
Um estudo baseado em dados do TradeMap (ITC) mostra como a estrutura das exportações minerais africanas muda radicalmente quando petróleo e gás são retirados da equação. O resultado destaca as potências reais da mineração sólida no continente, com forte concentração em cinco países.
Liderando o ranking está a África do Sul, com US$ 52,2 bilhões em exportações de platina, ouro, diamantes, ferro, aço, cobre, níquel e terras raras. Em seguida vem a República Democrática do Congo, com US$ 48,7 bilhões — dominando o mercado global de cobalto e com reservas massivas de cobre. Zâmbia ocupa o terceiro lugar com US$ 16,7 bilhões, mantendo o legado da Copperbelt. Egito (US$ 11,4 bi) e Guiné (US$ 8,9 bi) completam o top 5.
Esses cinco países respondem por 67% das exportações minerais não energéticas da África — número que sobe para 89% se considerados apenas os minerais metálicos. A exclusão dos hidrocarbonetos revela que a concentração na mineração é ainda maior do que no setor energético. Países como Nigéria, Argélia e Angola, que figuram entre os líderes quando o petróleo está incluído, despencam no ranking.
A análise reforça que o protagonismo mineral depende da capacidade de explorar e exportar minerais estratégicos com valor industrial — não apenas da receita vinda do petróleo.
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Fonte: TradeMap (ITC), 2024 – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
