A indústria alemã do aço enfrenta um ponto crítico. Com usinas operando abaixo da capacidade, altos custos energéticos e concorrência global crescente, o setor pressiona por respostas imediatas. O Bundesrat aprovou uma resolução que pede a rápida implementação do Plano de Ação Europeu para o Aço e Metais (ESMAP), e solicita uma cúpula nacional sobre o tema. A proposta tem apoio de quatro estados estratégicos: Renânia do Norte-Vestfália, Sarre, Bremen e Baixa Saxônia.
A Federação Alemã do Aço cobra do governo federal o cumprimento de compromissos para garantir a adoção do ESMAP. Com 30% do aço consumido na Europa vindo de fora do bloco e tarifas de importação dos EUA ainda em vigor, a competitividade da produção nacional está em queda livre. A OCDE projeta que a supercapacidade global ultrapasse 700 milhões de toneladas até 2027.
A produção via fornos elétricos — essencial para a descarbonização — é pressionada por custos de energia acima da média internacional. A solução, segundo o setor, passa pela redução imediata das tarifas de transmissão e pela adoção de modelos de precificação industrial similares aos praticados na França e Itália.
A recuperação depende também de políticas que estimulem a demanda doméstica por aço verde, valorizem cadeias de suprimento locais e criem mercados para matérias-primas de baixa emissão produzidas na União Europeia. Sem isso, o continente corre o risco de perder sua liderança global em materiais sustentáveis.
A cada mês sem ação, a Alemanha perde mais que produção. Perde empregos, capacidade estratégica e relevância no mercado internacional.
O aço verde europeu sobreviverá à inércia política?
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Fonte: Bloomberg – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
