Pressão geopolítica e volatilidade travam avanço no abastecimento estratégico de minerais críticos
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A Agência de Logística de Defesa dos EUA (DLA) colocou em pausa seu plano de adquirir 7.480 toneladas de cobalto metálico para o National Defense Stockpile. O motivo: os preços subiram 50% desde o lançamento da licitação em agosto, inviabilizando os contratos de longo prazo propostos.
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Essa é a primeira tentativa em mais de 30 anos de formar um estoque estratégico de cobalto, metal crucial na fabricação de sistemas de comunicação, radares, mísseis e componentes aeroespaciais. A iniciativa visava reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa, hoje dominante no refino do insumo.
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O problema? A exigência de preços fixos por 5 anos afugentou fornecedores, já que o cobalto disparou de US$ 10 para US$ 24 por libra após a República Democrática do Congo — maior produtora mundial — suspender exportações e impôs cotas ainda não operacionalizadas.
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A DLA ainda pretende adquirir o material, mas agora reformula a estratégia de aquisição, sem nova data prevista. A tensão nos preços expõe os limites entre segurança nacional e volatilidade de commodities críticas.
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Essa situação levanta uma questão: como equilibrar previsibilidade orçamentária com resiliência industrial em mercados sujeitos a choques geopolíticos?
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Fonte: Reuters – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.
