Foco estratégico pode separar ativos na América do Norte e África/Ásia
O conselho da Barrick Mining Corporation estuda uma divisão estrutural da companhia em duas entidades: uma concentrada na América do Norte e outra com ativos na África e Ásia. A proposta, ainda em fase inicial, incluiria a possível venda de minas na África e do projeto Reko Diq, no Paquistão, após conclusão de financiamento.
Fontes próximas à empresa indicam que um dos objetivos seria destravar valor e proteger os ativos norte-americanos de volatilidades políticas. O destaque é a mina Fourmile, em Nevada, com produção prevista para 2029, que passou a ser prioridade estratégica da companhia. A reorientação geográfica já motivou analistas a revisarem positivamente a ação da mineradora.
Apesar de valorização de 130% em 2025, os papéis da Barrick seguem atrás de concorrentes como Agnico Eagle, com 142% em cinco anos. Investidores vêm pressionando por mudanças que aproveitem o ciclo de alta do ouro. A divisão permitiria isolar ativos considerados de maior risco geopolítico, como Mali e Papua Nova Guiné.
A mina Loulo-Gounkoto, por exemplo, foi perdida em disputa com o governo de Mali, gerando um write-off de US$ 1 bilhão e a prisão de funcionários. Analistas avaliam que, se Nevada fosse listada separadamente, teria uma das maiores capitalizações do setor.
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Fonte: The Mining – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
Barrick Mining Corporation avalia divisão em duas empresas
