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Boom da IA pode dobrar demanda por urânio até 2026

Data centers e energia nuclear se conectam no novo ciclo da transição digital

A explosão do uso de inteligência artificial está remodelando o mercado global de energia e reposicionando o urânio como insumo estratégico. Um estudo da Uranium.io com mais de 600 investidores aponta que a demanda elétrica impulsionada por IA é considerada estrutural, não apenas cíclica — e que a energia nuclear volta a ser vista como solução confiável e livre de carbono para sustentar a infraestrutura digital.

Mais de 63% dos entrevistados acreditam que o consumo ligado à IA será fator material nos planos de expansão nuclear nos próximos anos. Com oferta restrita, a expectativa é que a produção atual de urânio atenda menos de 75% da demanda futura. Preços podem subir para até US$ 135/lb caso novas minas e reinícios não sejam viabilizados a tempo.

Relatório recente da Sprott Asset Management reforça esse cenário. Apesar da volatilidade de curto prazo, o mercado de urânio tende a um desequilíbrio estrutural, com déficit crescente até 2035. A volta de contratos de longo prazo mais caros indica que os utilities já se preparam para suprir lacunas futuras.

Além do fator IA, o mercado conta com estímulos políticos crescentes. EUA, Canadá, Europa e Ásia aceleram programas nucleares com apoio estatal e políticas de financiamento verde.

O urânio deixou de ser apenas combustível de reatores. É, agora, pilar de segurança energética digital.

A IA vai redefinir também a geopolítica dos combustíveis do futuro?

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Fonte: The Mining – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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