O Brasil alcançou em 2024 a maior produção de urânio da última década, atingindo 200 toneladas. Esse crescimento foi impulsionado pela retomada das atividades de extração e processamento na mina de Caetité, na Bahia, sob gestão das Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O avanço reforça o papel estratégico do país no setor nuclear e reduz sua dependência de importações.
O volume produzido pode abastecer metade da demanda anual das usinas nucleares de Angra, fortalecendo a segurança energética nacional. Além disso, a INB registrou um caixa recorde de R$ 566 milhões, consolidando-se como uma estatal financeiramente saudável e sustentável.
A retomada da produção em Caetité demonstra o potencial do Brasil no mercado global de urânio, um insumo essencial para a geração de energia limpa e segura. O país possui a 7ª maior reserva mundial de urânio, e a expansão desse setor pode fortalecer a autonomia energética e abrir novas oportunidades comerciais.
O crescimento da produção de urânio levanta um questionamento importante: como o Brasil pode ampliar o uso do seu urânio e consolidar sua posição no cenário global? O setor nuclear ganha cada vez mais relevância na transição energética, e investimentos estratégicos podem posicionar o Brasil como um ator-chave nesse mercado.