Carta de intenções prevê cooperação em P&D, industrialização e transição energética
O Brasil assinou uma carta de intenções com a estatal chinesa CGN Energy para promover cooperação técnica e científica nas áreas de energia renovável, sustentabilidade e uso pacífico de minerais nucleares. O acordo foi oficializado pelo Ministério de Minas e Energia durante as reuniões do BRICS, no Rio de Janeiro, e estabelece ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco na cadeia mineral e na modernização tecnológica do setor energético brasileiro.
A CGN já opera no país desde 2019 e possui investimentos previstos de R$ 3 bilhões em projetos renováveis. São sete complexos eólicos e três solares espalhados por cinco estados, totalizando mais de 1,4 GW de capacidade instalada. Com sede na China, a CGN é a maior empresa de energia nuclear do país e a terceira maior do mundo em capacidade instalada.
O acordo também prevê integração com universidades, centros de pesquisa e instituições públicas e privadas, visando fortalecer a industrialização e gestão sustentável de recursos. Em paralelo, Agência Nacional de Mineração – ANM e FEAM anunciaram cooperação técnica para reabilitação de minas inativas em Minas Gerais, estado que concentra mais de 500 áreas nessa condição.
O Brasil busca consolidar seu protagonismo global na transição energética por meio de parcerias estratégicas e inovação aplicada.
Parcerias internacionais podem acelerar a industrialização energética brasileira?
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Fonte: Exame – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
Foto: Tauan Alencar/MME
