Iniciativa inédita posiciona o país no mapa global da economia circular.
Pela primeira vez no Hemisfério Sul, o Brasil entrega óxidos de terras raras reciclados para produção de ímãs permanentes. O feito foi liderado pela Viridion Rare Earth Technologies, joint venture entre a Viridis Mining and Minerals Limited and Minerals e a britânica Ionic Rare Earths Limited.
A matéria-prima foi obtida a partir de ímãs usados em turbinas eólicas e equipamentos médicos, reciclados na Irlanda do Norte e devolvidos ao país. A entrega foi feita ao CIT SENAI ITR, em Lagoa Santa (MG), onde os materiais serão testados para a produção de ímãs de alto desempenho.
Os óxidos de neodímio, praseodímio, térbio e disprósio serão utilizados em pesquisas que visam consolidar uma cadeia produtiva nacional de terras raras — setor hoje concentrado na China.
Essa entrega faz parte da estratégia de verticalização da mineração brasileira, especialmente em Minas Gerais. O projeto Colossus, da Viridis, avaliado em US$ 373 milhões, já integra as iniciativas do Programa Mover e pode suprir até 7% da demanda global futura por ímãs sustentáveis.
A ação inaugura uma nova era para a transição energética no país, com impacto direto em saúde, mobilidade elétrica e energias renováveis.
Brasil pode virar referência global em reciclagem crítica?
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Fonte: FIEMG – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
