Medida atende à indústria local e tenta frear concorrência desleal
O Governo Federal prorrogou por mais um ano a alíquota de 25% do Imposto de Importação sobre produtos processados em aço. A decisão foi oficializada na Resolução Gecex nº 740, publicada no Diário Oficial da União, e atende a um pleito da Abimetal-Sicetel, entidade que representa a indústria brasileira de trefilação, laminação e galvanização.
A medida incide sobre seis produtos: arames galvanizados de diferentes composições, materiais para andaimes e escoramentos, grades soldadas e pregos de aço. O objetivo é mitigar os efeitos da competição assimétrica com mercados internacionais, especialmente em segmentos industriais estratégicos e de alto valor agregado.
Segundo a Abimetal-Sicetel, o cenário global exige proteção transitória, mas também impõe a necessidade de uma política industrial robusta e permanente. A indústria brasileira do setor vem sendo impactada por práticas comerciais desleais e pela elevação recente das tarifas norte-americanas sobre aço e alumínio, que agora chegam a 50%.
A entidade ressalta que a manutenção da alíquota é um alívio imediato para o setor, mas que segurança jurídica, previsibilidade regulatória e estímulos à inovação são cruciais para a competitividade a longo prazo.
A medida é suficiente para conter a pressão externa sobre a indústria nacional? Ou chegou a hora de uma reforma estrutural da política industrial no setor de metais?
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Fonte: Revista Fator – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.
