A Stegra, primeira siderúrgica a se instalar na Europa em 50 anos, avalia construir uma fábrica no Brasil para produzir briquetes de minério de ferro com hidrogênio verde. A operação teria como foco a exportação para siderúrgicas da Europa e Ásia, com menor pegada de carbono.
O projeto está em fase de estudos e já conta com conversas em andamento com a Vale, fornecedora de minério de alto teor e parceira da Stegra na Suécia.
“O Brasil reúne condições-chave: energia renovável abundante, minério de qualidade e tradição industrial”, afirmou Luisa Orre, diretora de projetos da Stegra, que esteve no país em maio.
A operação usaria hidrogênio verde para substituir o carvão no processo de redução, o que reduziria drasticamente as emissões. Enquanto o método convencional emite duas toneladas de CO₂ por tonelada de aço, a rota com hidrogênio verde emite apenas 100 kg.
Portugal e Canadá também estão no radar, mas o Brasil se destaca pelo custo competitivo de eletricidade renovável. Um estudo recente aponta que a realocação da etapa de redução para países como Brasil e Suécia pode reduzir custos para a indústria europeia em até 31%.
Estamos diante de uma oportunidade histórica: atrair a nova siderurgia limpa para o Brasil. Estamos prontos?
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Fonte: Folha de S.Paulo – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.
