Cratera de vulcão extinto em MG tem potencial inédito no mundo
Uma jazida formada há 120 milhões de anos sobre um antigo vulcão em Poços de Caldas (MG) pode reposicionar o Brasil como líder global na transição energética. Trata-se da maior ocorrência de argila iônica com terras raras fora da Ásia — e a única com capacidade de competir em volume e custo com a China.
Com reservas estimadas em até 10 bilhões de toneladas, o local já atraiu investimentos de empresas australianas e pode suprir até 7% da demanda global a um custo de apenas US$ 6/kg — o menor do mundo. O diferencial está na extração em superfície, sem explosões ou barragens, com reuso de 80% da água e recuperação imediata da área minerada.
A caldeira de Poços reúne alta concentração de óxidos de terras raras (até 2.590 ppm), baixa acidez e uma mineralogia que dispensa processos agressivos. Enquanto a média global obtém 1,5 mil ppm com 40% de aproveitamento, ali o índice chega a 70%.
Além da exploração, o Brasil aposta em verticalizar a cadeia: um centro de pesquisa em Lagoa Santa (MG) vai produzir ímãs permanentes com aplicação em energia renovável, mobilidade elétrica e tecnologia de ponta. O país quer sair do papel de exportador bruto para se tornar potência industrial em terras raras.
A estimativa é que a mineração em Poços gere R$ 23 milhões anuais em CFEM, impulsione empregos e fortaleça a arrecadação municipal.
Oportunidade geológica e tecnológica sem precedentes.
Agora, é hora de agir com estratégia e responsabilidade.
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Fonte: EPTV – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
