Descarbonizar o aço é urgente — e viável. Mas também é extremamente caro.
Segundo especialistas reunidos no Singapore International Ferrous Week, a cadeia do aço representa 8% das emissões globais de carbono — mais do que a aviação. A tecnologia para mudar isso já existe. O que falta? Um plano para pagar a conta.
O “green steel” pode cortar as emissões de 1,8 tonelada para 200 kg de CO₂ por tonelada de aço. Porém, dobraria os custos de produção, inviabilizando sua adoção em larga escala.
Por isso, surge uma alternativa: o teal steel, feito com hidrogênio azul (gerado a partir de gás natural). Não é o ideal climático, mas é um avanço realista.
A Vale, por exemplo, está construindo mega-hubs no Oriente Médio para produzir HBI com gás natural, mirando o mercado chinês e o ajuste de carbono da União Europeia.
Teal steel representa o meio-termo: não perfeito, mas possível. E talvez seja esse o passo que a indústria precisa dar agora.
Será que vale a pena esperar pelo ideal enquanto o bom já pode ser feito?
Compartilhe nos comentários: sua empresa considera o teal steel como opção de transição? Como equilibrar ambição climática com viabilidade econômica?
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Fonte: Reuters – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
