Empresa mineira prevê aumento de 5% na produção e aposta em novas aplicações do metal estratégico.
A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) projeta elevar em 5% a produção de ferronióbio neste ano, alcançando 100 mil toneladas frente às 95 mil de 2024. O movimento reforça a liderança global da empresa e marca o início de um ciclo de expansão com investimentos de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos.
Metade dos recursos vai para expansão e diversificação. O restante sustenta operações e manutenção. Segundo Eduardo Mencarini, head de estratégia, a CBMM tem capacidade instalada de 150 mil toneladas anuais, acima da demanda global de 125 mil. A estratégia antecipa oferta e aposta em novas aplicações para o nióbio.
A empresa destina cerca de R$ 300 milhões por ano em pesquisa e inovação, buscando usos avançados do metal — como em baterias de íons de lítio. Testes com a Toshiba e a Volkswagen Caminhões e Ônibus indicam potencial para veículos elétricos.
Com uma mina e 16 plantas industriais que somam 160 processos produtivos, a CBMM tem reservas para até 50 anos de operação. O nióbio surge agora como elemento-chave na transição energética global.
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