Risco crescente em uma economia que exige 100% de uptime
Chatbots, bancos digitais, nuvem. Todos operam em centros de dados que não podem parar — nem por minutos. Para garantir energia ininterrupta, essas instalações dependem de baterias, quase todas à base de lítio.
E é aí que começa o problema: mais de 60% da capacidade mundial de refino de lítio está na China.
Mesmo quando extraído em países como Brasil, Argentina e Austrália, o lítio ainda precisa ser refinado, e quase sempre passa por fábricas chinesas antes de chegar ao mercado global. Só em 2023, os EUA importaram US$ 15,3 bilhões em baterias de lítio da China — um quarto do total exportado por Pequim.
Esse monopólio gera uma vulnerabilidade estratégica para infraestruturas críticas. Como resposta, surgem alternativas.
Uma das mais promissoras é a bateria orgânica de fluxo — sem lítio, cobalto ou níquel. Feita com moléculas não tóxicas e salinas, é mais segura e ambientalmente viável. Outra aposta são as baterias de íons de sódio.
A Prometheus Hyperscale, desenvolvedora de centros de dados dos EUA, já firmou acordo para usar essa nova tecnologia em escala.
Essa transição não será imediata, mas aponta uma tendência: descentralizar a cadeia e reduzir a dependência chinesa.
Para os grupos de lítio como Tianqi e Ganfeng, o alerta está dado.
Tecnologia e energia não podem depender de um único elo geopolítico.
Na sua visão, qual o papel do Brasil nessa nova cadeia global do lítio?
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Fonte: Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
