Para mineradora australiana, operar em Minas Gerais tem sido mais eficiente do que em casa.
Poucos meses após investir US$ 363 milhões para iniciar operações no Brasil, a australiana Pilbara Minerals (PLS) afirmou que o ambiente para negócios em Minas Gerais é hoje mais favorável do que na Austrália Ocidental. A declaração foi feita por Dale Henderson, CEO da empresa, durante discurso no WA Mining Club, em Perth.
Segundo ele, a tradição mineradora brasileira, aliada à agilidade operacional e ao custo mais baixo da energia, coloca o Brasil em vantagem. Em Salinas (MG), o custo estimado de energia é de 4 a 5 centavos de dólar australiano por kWh, enquanto na Pilbara varia de 10 a 20 centavos.
Henderson alertou que, embora o setor de lítio da Austrália tenha crescido, outros países estão avançando mais rápido. E destacou que, sem uma cadeia produtiva forte na origem, não há como desenvolver uma indústria de refino e distribuição competitiva.
A Pilbara também prevê alta sustentada no preço do espodumênio, que saltou de US$ 600 para mais de US$ 900 por tonelada em poucos meses. Para a empresa, o déficit estrutural no fornecimento global é questão de tempo.
A corrida do lítio está em pleno andamento — e o Brasil aparece no radar das gigantes.
Quais políticas públicas podem acelerar ainda mais esse protagonismo?
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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
