Diversificação mineral e base ampliada explicam o crescimento de 6,3%
A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) somou R$ 7,91 bilhões em 2025, consolidando-se como o segundo maior resultado da série histórica, atrás apenas do recorde de 2021. O dado é da Agência Nacional de Mineração – ANM e reflete o fortalecimento da base arrecadatória e a maior participação de novas substâncias minerais na composição da receita.
Na comparação com 2024, o crescimento foi de 6,3%, sustentado por indicadores como o aumento no número de titulares arrecadadores, que chegou a 8.086, e o avanço no total de processos minerários com recolhimento, agora em 13.691. Houve também crescimento no número de municípios produtores com repasses, que passou para 2.841.
Embora o minério de ferro siga como principal responsável pela arrecadação, sua participação relativa caiu de 75% para 69%. Ao mesmo tempo, o cobre avançou para 7,78% e o ouro para 7,48%, sinalizando uma diversificação importante na matriz mineral.
Os estados com maior arrecadação em 2025 foram Minas Gerais (R$ 3,57 bi) e Pará (R$ 3,09 bi). Já os municípios líderes foram Canaã dos Carajás (PA), Parauapebas (PA) e Conceição do Mato Dentro (MG).
O desempenho reforça a relevância econômica da mineração para o país e o potencial de equilíbrio regional a partir de uma matriz mais diversa.
A diversificação mineral deve ser a nova base da arrecadação sustentável?
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Fonte: ANM – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
