Dois consórcios privados solicitam autorização para explorar salares em zonas estratégicas
O governo chileno analisa duas novas solicitações de CEOLs (Contratos Especiais de Operação de Lítio) para áreas com alto potencial mineral nas regiões de Antofagasta e Tarapacá. Os pedidos foram apresentados pelo Grupo Llamara e por um consórcio formado por Wealth Minerals Chile, Minera Aspromin, Valeska Minerals e Alto Exploradora. As propostas envolvem a exploração do salar de Llamara, um depósito rico em argilas com magnésio, lítio e outros minerais.
As empresas comprovaram domínio sobre ao menos 80% das concessões nas áreas solicitadas, além de experiência técnica e capacidade financeira, conforme exigido pelas autoridades. A aprovação depende da conclusão de consultas indígenas e da emissão de decreto com os termos dos contratos. Caso não haja acordo, o governo abrirá licitação pública para os mesmos locais.
Enquanto o Grupo Llamara planeja um centro de mineração e química, com uso de tecnologia própria e hidrogênio verde fotocatalítico, a proposta do consórcio Quillagua Este foca na produção de lítio. Ambos ainda dependem de estudos adicionais.
A transparência nos processos é prioridade, após críticas recebidas em negociações anteriores. O governo quer evitar repetições do desgaste causado pela parceria entre CODELCO – Corporación Nacional del Cobre de Chile e SQM no Salar de Atacama. “O lítio pertence ao país e os contratos devem ser claros quanto aos benefícios ao Estado”, afirmou José Cabello, do Cemec.
Com US$ 69,5 bilhões em projetos de mineração em análise até 2034, o Chile busca acelerar o licenciamento ambiental, que hoje chega a levar quase 1.000 dias. Um projeto de lei em tramitação pretende reduzir esse tempo em até 70%. Medidas como revisão regulatória periódica, priorização de projetos estratégicos e uso de IA estão entre as propostas debatidas.
Transparência, velocidade e governança: qual é o verdadeiro diferencial competitivo do lítio chileno?
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