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Chile rebaixa Ministério da Mineração e gera reação no setor

Decisão surpreende mercado e levanta dúvidas sobre política para recursos naturais

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, surpreendeu a indústria mineral ao fundir o Ministério da Mineração com o da Economia — poucas horas depois de sinalizar que nomearia um ministro exclusivo para o setor.

O anúncio foi feito com atraso durante a cerimônia de nomeação do gabinete, onde @Daniel Man foi apresentado como titular da nova pasta unificada. A decisão reverteu os planos de nomear Patricio Montt, ex-BHP e CEO da Los Andes Copper Ltd., cuja saída chegou a ser comunicada ao mercado antes da oficialização do novo governo.

O mercado reagiu com volatilidade: ações da Los Andes subiram 21% com os rumores e caíram 16% no dia seguinte, após a reversão da indicação.

Entidades do setor criticaram a fusão, vista como sinal de que a mineração — responsável por 25% do cobre global e líder em reservas de lítio — perdeu prioridade no novo governo. A Câmara Chilena de Mineração alertou para a perda de protagonismo de um setor que mais contribui para a arrecadação pública e a imagem internacional do país.

Analistas destacam que o novo ministro tem formação em agronomia e pouca experiência direta em mineração. Além disso, acumulando a função com a pasta econômica, terá pouco tempo para aprofundar-se nas pautas técnicas do setor.

A fusão ocorre em um momento sensível: o país enfrenta queda nos teores de minério e um passivo de US$105 bilhões em projetos parados, além de entraves regulatórios.

Qual o impacto de reduzir o peso institucional da mineração em países líderes?

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Fonte: The Mining – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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