Cinco iniciativas avançam em um dos mercados mais estratégicos da América Latina
O Chile se prepara para movimentar mais de US$ 3 bilhões em novos projetos de mineração no primeiro trimestre de 2026. As iniciativas incluem ouro, cobre e calcário, e marcam um novo ciclo de investimentos alinhado à demanda crescente por minerais estratégicos. Entre os destaques, está o Fenix Gold, da Rio2, que entrará em operação com capacidade de 82 mil onças de ouro por ano e aporte de US$ 235 milhões. A estatal CODELCO – Corporación Nacional del Cobre de Chile também deve concluir o ramp-up da mina Rajo Inca, projeto de US$ 2,4 bilhões que converterá operações subterrâneas em lavra a céu aberto, com foco em 75 mil toneladas de cobre anuais.
Enquanto isso, a Grupo Antofagasta Minerals inicia nova etapa de estudos no projeto Cachorro, com investimento de US$ 220 milhões, e a Cbb Cales inicia expansão da produção de calcário em Antofagasta. Já o projeto Arqueros, da Minera Arqueros S.A e Minera Nittetsu Chile, pode enfrentar atrasos devido a disputas judiciais com comunidades locais, mesmo com 75% da construção concluída.
Os projetos refletem o potencial de longo prazo da mineração chilena, apesar dos desafios regulatórios e sociais. A pressão global por insumos para a transição energética continua a atrair capital e acelerar decisões no setor.
O Chile está pronto para liderar uma nova fase da mineração sustentável?
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