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China endurece controle sobre exportações de terras raras

Medida afeta cadeias globais e amplia tensões comerciais com os EUA

A China implementou novas restrições à exportação de terras raras e tecnologias associadas, alegando motivos de segurança nacional. O anúncio, feito pelo Ministério do Comércio, visa impedir o uso desses recursos em áreas consideradas sensíveis, como a indústria bélica e a produção de chips com aplicação militar. O país responde por cerca de 90% do processamento global de terras raras, materiais essenciais para setores como defesa, aviação, energia renovável e eletrônicos.

A decisão proíbe a exportação de tecnologias relacionadas à mineração, fundição, separação e reciclagem dos insumos sem autorização expressa. Fabricantes que utilizem componentes ou materiais chineses, mesmo fora do país, também precisarão de licença específica. O ministério destacou casos em que tecnologias foram transferidas para uso militar indireto, o que, segundo o governo chinês, comprometeu a paz e a estabilidade internacionais.

A nova regra adiciona cinco elementos à lista de controle: hólmio, érbio, túlio, európio e itérbio. Empresas devem agora justificar o uso desses materiais e estão sujeitas à recusa da licença. A medida tem efeito imediato e se soma a controles já aplicados desde abril, o que reforça o domínio chinês sobre a cadeia global de suprimentos e pressiona países ocidentais a buscar alternativas.

A diversificação de fornecedores se tornou uma corrida geopolítica?

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Fonte: Folha de São Paulo – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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