Decisão segue acordo comercial com os EUA e alivia tensões em torno dos minerais críticos que sustentam a transição energética global.
A China anunciou a suspensão, por um ano, da ampliação das restrições de exportação de terras raras (REE), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, firmar um acordo comercial com o presidente Xi Jinping. O encontro, realizado em Busan, Coreia do Sul, também resultou na redução de tarifas norte-americanas sobre produtos chineses, de 57% para 47%.
Em troca, Pequim se comprometeu a conter o envio de fentanil aos EUA e ampliar a compra de produtos agrícolas americanos. As medidas interrompem, temporariamente, o endurecimento do controle chinês sobre sete elementos de terras raras anunciado em abril e sobre outros cinco adicionados à lista em outubro. Os novos controles entrariam em vigor em 8 de novembro.
O acordo foi recebido como um sinal de trégua nas disputas comerciais. Analistas do BMO Capital Markets afirmaram que “as tensões comerciais entre EUA e China esfriaram”. No entanto, Pequim manterá as restrições impostas em abril, o que significa que o mercado global ainda depende fortemente do país, responsável por cerca de 90% do refino e produção de ímãs permanentes à base de REE.
A suspensão traz alívio temporário, mas não elimina o risco estrutural. Especialistas, como Abigail Hunter, do SAFE Center for Critical Minerals Strategy, alertam que a dependência dos EUA continua quase total. Já Rita Adiani, CEO da Titan Mining, destaca que o episódio reforça a necessidade de fortalecer a produção doméstica e garantir cadeias seguras para metais críticos.
O equilíbrio geopolítico das terras raras está apenas começando a ser redefinido.
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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
