Especialista aponta gargalos e oportunidades na mineração de cobre no país
O Brasil detém cerca de 1% da produção global de cobre, mas pode avançar para 3% com investimentos estratégicos e políticas estáveis. A avaliação é de Marcos André Gonçalves, ex-presidente da CODELCO – Corporación Nacional del Cobre de Chile no Brasil e atual presidente do Conselho Superior da ADIMB. Em entrevista, ele destacou que o metal vive uma demanda crescente impulsionada pela transição energética, sendo comparado ao “petróleo da mineração” por seu impacto econômico.
Apesar do potencial, o país enfrenta obstáculos importantes: modelo tributário instável, insegurança regulatória e gargalos no licenciamento ambiental. Esses fatores afetam diretamente a previsibilidade dos projetos e afastam investidores em um ambiente onde o capital prefere ativos mais conservadores.
A província de Carajás segue como a principal fronteira mineral, mas regiões como Bahia, Goiás, Caçapava do Sul e partes da Amazônia apresentam potencial exploratório relevante. Vale, Lundin e Aura estão entre os nomes mais bem posicionados para liderar a expansão.
Com demanda global em alta, o desafio será criar um ambiente de negócios competitivo e confiável para desenvolver o setor.
O Brasil conseguirá sair da periferia do mercado global de cobre?
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