Oferta restrita e risco de tarifas impulsionam disparada no mercado global
O cobre superou US$ 12.150 por tonelada na London Metal Exchange, alcançando um recorde histórico e encerrando o ano com valorização próxima de 40%. A alta é sustentada por uma combinação de cortes na produção, aumento das importações dos EUA e temor de novas tarifas comerciais.
Mesmo com a demanda chinesa em desaceleração, o movimento de antecipação ao risco tarifário tem mantido os embarques elevados. A escassez é agravada por interrupções em minas na América Latina, África e Ásia, ao mesmo tempo em que cresce o uso do metal em transição energética, eletrificação e data centers de inteligência artificial.
O mercado também enfrenta gargalos estruturais. Segundo a BloombergNEF, a demanda por cobre pode triplicar até 2045, com déficit previsto já em 2026.
Projetos lentos, licenciamento complexo e falta de capacidade de refino fora da China acentuam o desequilíbrio. Hoje, o país asiático responde por mais de 45% da produção de cobre refinado global.
A substituição parcial por alumínio e o aumento do uso de sucata trazem alívio pontual, mas não compensam a pressão sobre a cadeia de suprimentos. A escassez não está apenas na mineração — ela se aprofunda no refino.
O mercado de cobre vive um novo ciclo estrutural?
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Fonte: Bloomberg – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
