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Cobre ultrapassa US$ 5/lb com incertezas regulatórias e prêmios recordes

O cobre superou a marca de US$ 5 por libra (US$ 11 mil por tonelada) na última sexta-feira, pressionado por um mercado mais apertado e negociações desafiadoras para os contratos de 2026. A disparada dos prêmios reflete um desequilíbrio estrutural entre oferta limitada e demanda firme impulsionada pela eletrificação global.

As negociações de TC/RCs (custos de tratamento e refino) estão entre as mais complexas dos últimos anos. Fundições sofrem com contratos à vista em território negativo, enquanto concorrência entre traders intensifica a pressão por concentrado. A CODELCO – Corporación Nacional del Cobre de Chile aumentou os prêmios para cátodo em mercados asiáticos, sinalizando escassez crescente.

A política comercial dos EUA é vista como o principal fator de risco. Mudanças nas tarifas podem remodelar os fluxos globais e impactar diretamente o spread entre os mercados COMEX e LME. O cobre foi recentemente incluído na lista de minerais críticos dos EUA, ao lado da prata e do urânio, ampliando sua importância estratégica.

As projeções são cada vez mais ambiciosas: o Bank of America elevou suas estimativas para 2026 e 2027, com expectativa de que o cobre atinja US$ 15 mil por tonelada. A combinação entre atrasos em novas minas, inflação de capital e alta demanda torna o cenário ainda mais volátil para os próximos trimestres.

A escassez está mais próxima da mina do que da fundição, e o movimento de grandes players em priorizar aquisições ao invés de expansão orgânica apenas reforça esse quadro.

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Fonte: The Northern Miner — As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.

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