Siderurgia reduz volume, mas aumenta margem; infraestrutura pode destravar até R$ 16 bi em liquidez
A CSN – Companhia Siderúrgica Nacional adotou uma estratégia de preservação de margens no 2º trimestre, abrindo mão de volume na siderurgia para sustentar preços e concentrar-se em produtos de maior valor agregado.
A área reportou queda de 11,7% na receita líquida, mas ampliou o Ebitda ajustado em 19,8%, para R$ 581 milhões.
A margem subiu para 10,8%.
Segundo a companhia, a entrada de aço importado e a desorganização no segmento de aços longos motivaram o reposicionamento, com reajustes de 8% a 10% nos preços de vergalhão e fio-máquina.
No cimento, houve alta de 8,1% nas vendas e de 10% na receita, com expectativa de ganho de sinergia total com os ativos da LafargeHolcim.
Na mineração, o trimestre foi marcado pelo maior volume produzido da história da CSN, embora o Ebitda tenha caído 12% com a retração nos preços do minério.
A alavancagem subiu para 3,33 vezes, mas deve fechar o ano em 3x com a venda parcial de ativos da CSN Infraestrutura e outras medidas operacionais.
A companhia avalia injetar até R$ 16 bilhões com a venda de dois blocos logísticos — Sudeste e Nordeste — e já contratou assessores financeiros para conduzir as negociações.
A CSN conseguirá manter disciplina financeira e rentabilidade em meio à pressão competitiva?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
