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Domínio chinês sobre gálio ameaça 11 mil componentes da defesa dos EUA

Um novo estudo do CSIS revelou que mais de 11 mil peças utilizadas pelo Departamento de Defesa dos EUA dependem de gálio — um mineral crítico cuja exportação foi restringida pela China. A medida expôs vulnerabilidades profundas na cadeia de suprimentos militar americana, ampliando os riscos estratégicos frente a um rival cada vez mais assertivo.

Segundo a análise, 85% das cadeias que usam gálio contam com ao menos um fornecedor chinês. O material é essencial para a produção de semicondutores avançados, especialmente para sistemas de radar como os AN/SPY-6 da Marinha, os G/ATOR dos Fuzileiros Navais e os radares dos caças F-35. Seu desempenho superior ao silício em condições extremas torna-o indispensável para a eletrônica militar de última geração.

O consumo real dos EUA pode chegar a 200 toneladas por ano — dez vezes mais que os dados oficiais indicam. A dependência, até então subestimada, gerou corrida por alternativas domésticas e internacionais, agravada pela concentração da produção nas mãos da China, que domina 90% das resinas usadas na extração do mineral.

O relatório recomenda a criação de um estoque estratégico de 50 toneladas em cinco anos, o apoio a projetos de reciclagem industrial e acordos de compra conjunta com aliados. Propostas como a planta da MTM Critical Metals no Texas e a extração pela Rio Tinto no Canadá podem fornecer até 40 toneladas por ano a partir de 2026.

Mas o alerta é claro: forças de mercado não resolverão o problema. O controle chinês inclui preços, tecnologia e logística. E a dependência não é apenas americana — Polônia, Taiwan e Arábia Saudita operam sistemas com base na mesma tecnologia.

O que acontece quando um único país controla um insumo militar insubstituível?

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Fonte: The Deep Dive – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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