Mesmo sem terras raras, dependência estrutural permanece em 5 minerais críticos
Um novo relatório aponta que o maior ponto de vulnerabilidade das cadeias produtivas ocidentais não está na mineração, mas no refino. A China concentra cerca de 70% do processamento global de 19 dos 20 minerais considerados estratégicos pela IEA. Mesmo excluindo as terras raras, cinco materiais essenciais continuam sob controle chinês: grafite, lítio, cobalto, manganês de alta pureza e tungstênio.
O impacto é direto em setores como baterias de veículos elétricos, semicondutores, aeroespacial e defesa. O Ocidente pode até minerar, mas segue refém do gargalo industrial onde o minério se transforma em insumo. A análise mostra que 90% do grafite para ânodos vem da China, que também domina o refino de lítio (70%), concentra o manganês de grau bateria, e transforma o cobalto extraído no Congo. No caso do tungstênio, a produção chinesa responde por 80% do total.
Diante disso, os EUA ampliaram em 2025 sua política industrial com medidas como a Seção 232 sobre minerais processados, uso de poderes emergenciais para estimular a produção doméstica e investimentos bilionários via parcerias com aliados. Ainda assim, o déficit em capacidade de refino continua sendo o elo mais frágil.
Não basta minerar. Sem plantas químicas, não há independência industrial.
A sua estratégia de materiais críticos considera o gargalo no refino?
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Fonte: Rare Earth Exchanges – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
