Crise de insumo ameaça custos agrícolas no Brasil
Com mais de 90% do enxofre vindo de fora, o Brasil sente o impacto direto de uma nova “tempestade perfeita” nos mercados globais.
A Mosaic, uma das maiores do setor, anunciou a suspensão da produção de superfosfato simples (SSP) nas unidades de Araxá (MG) e Fospar (PR).
O motivo?
A disparada no preço do enxofre importado — de US$ 180 para US$ 440/tonelada — em menos de um ano.
As causas vêm de todos os lados:
- Restrição de exportações pela Rússia
- Estoques mínimos nos portos da China
- Disputas geopolíticas no Oriente Médio
- Refino de petróleo com produção instável
- Crescente demanda de baterias e energia verde
Esse choque de oferta e demanda levou a Mosaic a suspender não só a produção, mas também novas compras de enxofre — com perspectiva de paralisação por mais de 30 dias.
O alerta está dado:
O agronegócio brasileiro está vulnerável à nova geopolítica dos insumos estratégicos.
A transição energética e a corrida por minerais críticos transformaram o enxofre — antes coadjuvante — em insumo altamente disputado.
O efeito?
Aumento dos custos para os produtores, possível encarecimento dos fertilizantes e maior pressão por alternativas como bioinsumos, reaproveitamento industrial e tecnologias nacionais.
A crise do enxofre pode ser o primeiro sinal de um futuro onde cadeias agrícolas e industriais colidem com a demanda por energia limpa.
Estamos preparados para isso?
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Fonte: AgFeed – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
