Estoques caem, fundições entram em crise e EUA avaliam tarifa de importação
O mercado global de cobre vive um momento de tensão. A queda acelerada nos estoques da Bolsa de Metais de Londres (LME), combinada com o risco de tarifas nos Estados Unidos e dificuldades nas fundições, provocou uma rara situação de backwardation — quando o preço à vista supera o valor dos contratos futuros.
Em abril, os EUA importaram mais de 200 mil toneladas de cobre refinado, o maior volume em mais de uma década. A movimentação antecipou possíveis barreiras comerciais, após o governo Trump ordenar um estudo sobre novos tributos ao metal.
Na China, fundições sofrem com a falta de concentrado e chegam a pagar para que mineradoras entreguem o cobre já refinado.
O mercado reflete um desequilíbrio crescente: cadeias produtivas pressionadas, incertezas geopolíticas, restrições ambientais e limitação da oferta elevam o risco de uma crise estrutural no fornecimento.
O backwardation, mais do que um sinal técnico, é um alerta claro de que a oferta está ficando para trás frente à demanda global.
Estamos diante de um novo superciclo do cobre ou apenas de uma disrupção pontual?
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