Nova regulação transforma sustentabilidade em variável mensurável e econômica
Para Sergio Volk, membro do Conselho Fiscal do Instituto Brasileiro De Executivos De Financas De Sao Paulo – Ibef – Sp, sustentabilidade não é discurso, é cálculo. A adoção dos padrões IFRS S1 e S2, exigidos a partir de 2026 no Brasil, obriga empresas a traduzirem riscos ambientais e sociais em ativos, passivos e fluxo de caixa. Essa mudança altera a lógica de avaliação corporativa, impactando retorno, custo de capital e projeções.
A análise deixa de ser narrativa e passa a considerar fatores como tecnologia de baixo carbono, passivos climáticos e governança de risco. O conceito ESG funciona como uma métrica de precificação: influencia a taxa de desconto e a percepção sobre geração de valor futuro.
Empresas com práticas sólidas já colhem resultados. A Natura, por exemplo, obteve financiamento com taxa reduzida ao vincular metas sociais e ambientais verificáveis. Em contrapartida, empresas expostas a riscos climáticos enfrentam volatilidade regulatória e maior custo de capital.
Sustentabilidade agora molda o valor empresarial. Não por princípios abstratos, mas por indicadores que o mercado sabe mensurar.
Sua empresa já está pronta para integrar o ESG ao balanço?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
