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EUA financiam mineradoras brasileiras e antecipam disputa por terras raras

Movimento amplia influência americana no setor estratégico antes de acordo oficial com o Brasil.

Mesmo sem um tratado bilateral sobre minerais críticos, duas mineradoras com projetos de terras raras no Brasil já assinaram contratos de financiamento com o banco estatal americano DFC. A Serra Verde, única produtora em operação no país, e a Aclara Resources, com projeto avançado em Goiás, receberam aportes que podem evoluir para participação acionária e fornecimento preferencial ao mercado dos EUA. A estratégia antecipa uma possível exclusividade americana sobre parte da produção nacional de elementos essenciais à transição energética e à indústria de defesa.

Os EUA buscam reduzir sua dependência da China, que concentra 60% da extração global e 90% da capacidade de refino de terras raras. O financiamento de US$ 465 milhões à Serra Verde deve viabilizar a expansão da mina para 10 mil toneladas anuais até 2030. Já a Aclara recebeu US$ 5 milhões e anunciou uma refinaria nos EUA capaz de suprir 75% da demanda americana por terras raras pesadas até 2028. O Brasil, por outro lado, vê risco de perda de valor agregado e de barganha internacional caso o refino ocorra fora do território nacional.

Autoridades brasileiras mantêm diálogo com os EUA, mas ainda sem acordo.

A disputa por controle da cadeia de fornecimento dos minerais críticos já está em curso, com implicações geopolíticas e estratégicas diretas para o futuro da mineração no país.

O Brasil deve priorizar o refino local para manter o protagonismo em minerais estratégicos?

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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