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Fertilizantes na Europa enfrentam impasse com possível recuo do CBAM

Setor alerta que suspensão do imposto de carbono ameaça novos investimentos industriais

A possível suspensão temporária do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) para fertilizantes preocupa executivos da indústria na Europa. A medida, considerada pela Comissão Europeia como forma de aliviar os custos para agricultores, pode minar a competitividade de produtores locais frente a concorrentes mais poluentes e mais baratos.

Para empresas como a norueguesa Yara e a alemã SKW Piesteritz, a retirada da proteção desmonta a previsibilidade regulatória construída nos últimos anos. Segundo seus CEOs, isso inviabiliza projetos de descarbonização que dependem do equilíbrio criado pelo CBAM. A Yara, por exemplo, reavalia um projeto de amônia de baixo carbono nos EUA, pensado para abastecer a Europa. Sem o mecanismo, a rentabilidade cai abaixo do necessário para justificar o investimento.

Além disso, a retirada seletiva do CBAM pode criar distorções — como a exclusão de derivados técnicos, como AdBlue, que seguem entrando no mercado europeu sem taxação, apesar da pegada de carbono. O risco, apontam os executivos, é de acelerar a desindustrialização da Europa, transferindo emissões para países com matriz energética mais poluente, como a China.

O IEEFA alerta ainda que a UE pode ficar dependente dos EUA para 80% de suas importações de GNL até 2030, o dobro da dependência do gás russo antes da guerra na Ucrânia. Com energia cara e incerteza regulatória, o setor de fertilizantes vê o cálculo industrial se tornar insustentável.

O recuo no CBAM pode comprometer a autonomia estratégica que o próprio mecanismo buscava proteger?

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Fonte: The Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe da femto.

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