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Fortescue adia projeto Iron Bridge para 2028

Magnetita de alta qualidade deve atrasar cinco anos em relação ao previsto

Custo total supera US$ 3,9 bilhões — com desafios técnicos e de gestão

A Fortescue anunciou que o projeto Iron Bridge, na Austrália, só deve atingir plena capacidade operacional em 2028, cinco anos após o cronograma original.

A operação, que utiliza processamento intensivo em energia para transformar minério de ferro de baixo teor em concentrado de magnetita com 67% de pureza, é central na estratégia da Fortescue para ampliar a oferta de produtos premium.

Por que o atraso?

Apesar dos problemas, a mineradora mantém a meta de embarcar entre 10 e 12 milhões de toneladas até junho de 2026, com ritmo anualizado de até 20 milhões de toneladas em 2027.

A Fortescue já oferece o produto West Pilbara Fines e deve lançar ainda em 2025 seu terceiro produto de alto teor, proveniente de sua planta de ferro verde em Christmas Creek — usando hidrogênio para reduzir o minério.

O recado do executivo Andrew Forrest é claro:

“Se não evoluirmos para o baixo carbono, a Pilbara pode virar um território obsoleto.”

Com a pressão da China por matérias-primas mais limpas e a corrida global pelo aço verde, Iron Bridge representa mais do que um projeto atrasado — é um divisor de águas na transição da indústria.

Você acredita que a magnetita e o ferro verde podem reposicionar a Austrália no mercado global?

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Fonte: The Australian Financial Review – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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