Empresa aponta diálogo produtivo com o governo e cobra ações para conter concorrência desleal, mesmo com consumo em alta no Brasil.
A Gerdau avalia que o governo federal tem avançado em negociações voltadas à defesa comercial do setor siderúrgico diante do aumento expressivo das importações de aço. Segundo o diretor-financeiro, Rafael Japur, as conversas com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e com o Ministério da Fazenda têm sido produtivas, e há expectativa de uma solução ainda em 2025.
“As investigações de pleitos antidumping têm avançado. O governo demonstra sensibilidade à pressão da indústria por medidas de defesa”, afirmou Japur ao comentar os resultados do terceiro trimestre, quando a Gerdau registrou lucro líquido de R$ 1,09 bilhão — queda de 23,9% na comparação anual — e receita de R$ 17,98 bilhões, alta de 3,5%. O Ebitda ajustado foi de R$ 2,74 bilhões, redução de 9,2%.
Apesar do crescimento econômico e do aumento do consumo interno de aço, a concorrência com produtos importados limita os ganhos do setor. “Não temos problema de demanda. A questão é que uma em cada quatro toneladas de aço consumidas no Brasil vem de fora”, destacou Japur.
O governo prorrogou até maio de 2026 o sistema de cotas com tarifa de 25% para volumes acima do limite e abriu a maior investigação antidumping da história, envolvendo 25 produtos chineses. A medida, no entanto, precisa equilibrar a pressão das siderúrgicas e a relação diplomática com a China, principal parceiro comercial do país.
Enquanto isso, as operações da Gerdau na América do Norte mantêm margens elevadas, apoiadas em barreiras comerciais mais firmes e políticas de defesa setorial mais estáveis.
O Brasil deve priorizar a abertura comercial ou a proteção da indústria nacional?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
