Alta reflete expectativa futura, não escassez atual, diz banco
Após o cobre atingir um recorde de US$ 11.540/t na LME, o Goldman Sachs publicou um relatório moderando o otimismo do mercado. Segundo os analistas liderados por Aurelia Waltham, a valorização recente se baseia em projeções de aperto futuro na oferta, mas os fundamentos atuais não justificam preços tão elevados. Para o banco, o metal deverá oscilar entre US$ 10.000 e US$ 11.000/t em 2026.
A preocupação com possíveis faltas fora dos EUA foi amplificada por grandes tradings, como a Mercuria, que alertou para disfunções extremas no fluxo global de cátodos. Mas o Goldman vê espaço para equilibrar a oferta com prêmios regionais mais altos e spreads mais apertados na LME. Em 2026, o banco projeta um pequeno excedente global de 160 mil toneladas — sinal de mercado próximo ao equilíbrio, mas ainda distante da escassez.
Mesmo com interrupções pontuais em minas e demanda sustentada por setores de energia limpa, o consumo global dá sinais de desaceleração. Na China, maior consumidor mundial, o banco estima retração de quase 8% no último trimestre de 2025. A perspectiva de déficit estrutural só deve surgir após 2029.
Cobre escasso ou antecipação exagerada? A resposta pode estar nos spreads, não nos estoques.
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Fonte: The Northern Miner – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
