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Guerra moderna e energia verde disputam os mesmos metais

Demanda militar por cobre, grafite e metais raros pressiona oferta global

A corrida global por metais críticos deixou de ser apenas energética ou industrial. Segundo Robert Friedland, co-presidente da Ivanhoe Mines, o avanço de conflitos militares e a aceleração da transição energética colocaram pressão simultânea sobre o mesmo conjunto de minerais — especialmente o cobre.

A produção de munições, drones, satélites e sistemas de defesa exige metais como cobre, zinco, germânio, bismuto, escândio e gálio. Estima-se que cada projétil de artilharia consuma até 1 kg de cobre. O uso intensivo em armamentos coincide com o aumento da produção de painéis solares, redes elétricas e baterias, todos dependentes do mesmo insumo.

Com o crescimento dos orçamentos militares, a demanda por cobre das forças ocidentais já cresce entre 15% e 18% ao ano, segundo estimativas do mercado. Um incremento que representa cerca de 500 mil toneladas adicionais por ano, o equivalente a 1,5% da demanda global — número considerado expressivo num cenário de possível déficit até o fim da década.

A falta de reservas estratégicas nos EUA, exposta pela guerra na Ucrânia, reforça a preocupação de governos com a segurança do suprimento mineral. Em paralelo, gigantes da mineração como BHP, Barrick Mining Corporation e Glencore aceleram aquisições de ativos de cobre para garantir oferta.

No novo tabuleiro global, armamentos e energia limpa disputam os mesmos recursos.

O Ocidente está preparado para sustentar essa demanda dupla por metais?

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Fonte: The Financial Times – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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