Setor fatura R$ 159 bi, mas se prepara para cenário adverso em 2025
A indústria brasileira do alumínio encerrou 2024 com crescimento expressivo e consumo interno recorde. Segundo dados do anuário estatístico da Associação Brasileira do Alumínio – ABAL, o setor faturou R$ 159,3 bilhões no ano, impulsionado por uma demanda doméstica de 1,9 milhão de toneladas — alta de 13,5% em relação a 2023.
A construção civil foi o segmento que mais demandou alumínio, com aumento de 21,7%, seguida pelos setores elétrico, de máquinas, transportes e bens de consumo. A presidente-executiva da Abal, Janaina Donas, destaca a solidez da cadeia produtiva nacional, com integração entre mineração, refino, manufatura e reciclagem, algo ainda raro no cenário global.
Apesar do bom desempenho, os sinais de alerta para 2025 já estão no radar. No primeiro trimestre, o consumo interno cresceu 8,5%, mas as importações avançaram 24,4%, enquanto as exportações caíram 14,4%. O setor também monitora os efeitos de novas barreiras comerciais. A tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros reacendeu preocupações sobre distorções de mercado e pressões sobre a indústria local.
A produção de alumínio primário cresceu 8,8%, colocando o Brasil entre os dez maiores produtores globais. Já a reciclagem manteve papel central: mais de 1,1 milhão de toneladas de sucata foram reaproveitadas, o equivalente a 57% do consumo nacional.
A Abal defende a valorização do alumínio reciclado como rota de descarbonização, mas reforça a necessidade de rastreabilidade e defesa comercial frente a surtos de exportação de sucata, especialmente para o mercado asiático. O risco, segundo a entidade, é comprometer o equilíbrio da cadeia e criar dependência de insumos estratégicos em um ambiente global marcado por regulamentações ambientais mais rígidas.
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
