Lucros altos, dólar forte e demanda global atraem novos grupos ao setor
Tradicionalmente dominada por players históricos como Vale e CSN Mineração, a produção de minério de ferro no Brasil vive uma transformação silenciosa. Grupos como Grupo J&F (dos irmãos Batista), Opportunity (de Daniel Dantas), Banco Master (via Daniel Vorcaro), além da Cedro Mineração, estão consolidando ativos e ganhando escala — impulsionados por margens acima de 40%, vendas em dólar e uma demanda crescente por minério de alto teor para descarbonização do aço.
Juntos, esses novos entrantes já operam com capacidade de 30 milhões de toneladas/ano e têm planos robustos de expansão. A Cedro Mineração projeta superar 20 milhões de toneladas com terminal próprio em Itaguaí. O Grupo J&F mira 25 milhões até o fim da década, após modernizar a operação em Corumbá. Já a Itaminas, sob nova gestão e com acordos estratégicos no Oriente Médio, quer alcançar 15 milhões até 2033. A Bemisa Holding S.A., do Opportunity, avança com nova mina em João Monlevade e pode retomar um projeto bilionário no Piauí, caso a Transnordestina avance.
Apesar do capital intensivo e dos gargalos logísticos, a atratividade do minério de ferro permanece. O preço internacional gira em torno de US$ 110 por tonelada, podendo chegar a US$ 180 no caso de produtos premium. Para especialistas, a nova safra de mineradoras traz fôlego, gestão moderna e visão de longo prazo para um setor que ainda opera abaixo do potencial produtivo nacional.
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Fonte: Estadão – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
