Concorrência da China e queda na demanda interna forçam reestruturação
A produção de aço bruto no Japão caiu 4% em 2025, totalizando 80,67 milhões de toneladas — o menor volume desde 1969. A retração é impulsionada por uma combinação de fatores internos e externos: atrasos na construção civil, queda nas vendas de automóveis e o impacto de exportações chinesas com preços deprimidos.
Mesmo em desaceleração, a China exportou quase 88 milhões de toneladas de aço entre janeiro e setembro, maior volume já registrado para o período. O excedente, originalmente destinado ao mercado imobiliário, passou a pressionar os mercados globais. O Japão, tradicional exportador, perdeu espaço e viu sua posição cair para quarto maior produtor mundial, atrás dos EUA pela primeira vez desde 1999.
Diante desse cenário, gigantes como Nippon Steel Corporation e JFE Holdings aceleram sua internacionalização. A Nippon Steel adquiriu a U.S. Steel e projeta dobrar sua capacidade nos próximos dez anos. Já a JFE investe em siderúrgicas na Índia para ampliar sua presença em mercados em crescimento.
A queda na produção doméstica não é apenas um desafio econômico — é também uma ameaça à escala necessária para preservar a competitividade tecnológica da indústria.
A indústria japonesa conseguirá manter sua relevância global fora de casa?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
