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Japão testa extração de terras raras a 6.000 metros de profundidade

Primeira operação contínua em lama submarina quer validar cadeia de suprimento doméstica

O Japão iniciou um teste inédito para extrair lama rica em terras raras do fundo do mar, a cerca de 6.000 metros de profundidade, nas proximidades da remota ilha de Minamitorishima. A operação, que vai de 11 de janeiro a 14 de fevereiro, é conduzida pela Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha e Terrestre e marca a primeira tentativa de conectar todo o sistema de mineração profunda em operação contínua.

O objetivo é verificar se é possível elevar 350 toneladas de lama por dia, enquanto se monitoram os impactos ambientais tanto a bordo quanto no leito marinho. O teste ocorre em meio a pressões geopolíticas sobre o fornecimento de minerais críticos, após o aumento dos controles de exportação por parte da China — hoje, fornecedora dominante de terras raras no mundo.

Sem uma meta de produção definida, o projeto busca preparar uma demonstração em escala real até fevereiro de 2027. Como o processamento não pode ser feito no mar, a lama será enviada para Minamitorishima, onde passará por um processo de secagem semelhante ao de uma centrífuga doméstica, reduzindo o volume em cerca de 80%, antes de ser transportada ao continente japonês para separação e refino.

Desde 2018, o governo japonês já investiu 40 bilhões de ienes no projeto, sem divulgar estimativas de reservas. A presença recente de uma frota naval chinesa na região reforçou o caráter estratégico da operação, segundo autoridades japonesas.

A corrida por minerais críticos agora avança também pelas profundezas. O Japão dá o primeiro passo.

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Fonte: The Mining – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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