Demanda por gemas sintéticas cresce, enquanto De Beers Group corta produção e tenta reposicionar a narrativa
O que começou como uma curiosidade tecnológica virou disrupção global. Os diamantes cultivados em laboratório — idênticos aos naturais em composição e aparência — já representam mais de 20% das vendas de joias com diamantes no mundo. Nos EUA, metade dos anéis de noivado em 2024 usaram gemas sintéticas.
A China lidera esse movimento: apenas a província de Henan responde por 70% da produção global de diamantes cultivados. Walmart, Signet e Pandora ampliaram ofertas, impulsionando a acessibilidade e redefinindo o conceito de valor.
A reação do setor tradicional veio com cortes e reposicionamento. A De Beers reduziu sua produção em 26% no primeiro semestre e encerrou sua marca de diamantes laboratoriais. Ao lado de países produtores, firmou o Acordo de Luanda, destinando 1% da receita de diamantes brutos para campanhas de valorização das gemas naturais.
O desafio é cultural. Jovens consumidores buscam origem ética e menor impacto ambiental. Mesmo com menor valor de revenda, as gemas de laboratório ganham força por preço e propósito. A mística construída em torno da escassez começa a ceder espaço a novos símbolos.
A indústria tradicional terá de escolher entre repetir o passado ou construir uma nova história para seguir relevante.
Na sua opinião, diamantes naturais continuarão sendo sinônimo de valor ou perderão espaço para a narrativa ética dos laboratoriais?
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