A Votorantim Cimentos registrou no segundo trimestre de 2025 lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, alta de 250% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho foi impulsionado pela venda dos ativos no Marrocos, que gerou R$ 910 milhões em operações descontinuadas, e por um crédito fiscal de R$ 222 milhões. Segundo o CEO global, Osvaldo Ayres, mesmo sem esses fatores extraordinários, o crescimento seria de “duplo dígito”.
O volume comercializado de cimento subiu 3%, alcançando 9,3 milhões de toneladas, enquanto a receita líquida aumentou 10%, para R$ 7,45 bilhões. O Ebitda ajustado avançou 13%, para R$ 1,77 bilhão, com margem de 24%, sustentado pela combinação de preços mais altos e diversificação geográfica e de produtos.
No Brasil, a receita cresceu 8%, mas o Ebitda recuou 2% devido ao aumento dos custos variáveis. Na América do Norte, a receita subiu 12% e o Ebitda 18%, apesar da previsão de queda de 3,9% nas vendas em 2025. Europa e Ásia registraram alta de 18% na receita e 52% no Ebitda, enquanto a América Latina avançou 36% em receita e 92% no Ebitda.
A companhia mantém plano de investimento de R$ 5 bilhões até 2028, com R$ 2,3 bilhões já aprovados, incluindo R$ 330 milhões para ampliar fábricas no Mato Grosso e expandir negócios como a gestão de resíduos e insumos agrícolas.
Como empresas globais podem usar diversificação geográfica para sustentar crescimento diante de cenários econômicos incertos?
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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
