Investimentos em massa mostram que o coração da mineração ainda bate pelos minérios de base
Apesar da atenção crescente a minerais críticos e metais da transição energética, é nos projetos de minério de ferro, carvão e potássio que estão concentrados os maiores investimentos da mineração global. Levantamento da S&P Capital IQ lista os 10 projetos mais intensivos em capital, com aportes que ultrapassam US$ 20 bilhões e prazos que superam décadas.
O topo do ranking é saudita: o megacomplexo de fosfato Wa’ad Al Shamal, da Maaden, envolve US$ 22,7 bilhões entre mineração e infraestrutura. Na sequência está Simandou (Guiné), da Rio Tinto e consórcios chineses, com CAPEX acima de US$ 20 bilhões para viabilizar ferro premium. O Brasil aparece em 3º, com o S11D, da Vale, somando US$ 19,5 bilhões, incluindo logística integrada e inovação em mineração sem caminhões.
Também figuram na lista Carmichael (Adani Group), Jansen (BHP), Lac Otelnuk (MetalQuest Mining), Minas-Rio (Anglo American) e Roy Hill (Hancock Prospecting), todos com orçamentos multibilionários e desafios regulatórios, ambientais e operacionais que exigem engenharia financeira de longo prazo.
A maioria dos projetos enfrenta atrasos, cortes ou reavaliações. Mas quando entram em operação, suas margens e durabilidade moldam o mercado por gerações. Mesmo com a ascensão da IA e a corrida por lítio, a realidade da mineração global ainda é feita de toneladas e décadas.
A era dos mega CAPEX ainda dita o ritmo do setor? Qual será o próximo gigante a sair do papel?
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Fonte: Company Reports, S&P Capital IQ – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.
