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Mineração de terras raras impulsiona ações após restrições da China

Empresas com projetos no Brasil registram máximas históricas em bolsa

As ações de mineradoras estrangeiras com projetos de terras raras no Brasil subiram fortemente após o anúncio de novas restrições da China às exportações desses elementos estratégicos. O movimento reforça a percepção de que o país pode se tornar um dos principais polos alternativos de suprimento global.

Segundo levantamento do Valor Data, a Brazilian Rare Earths Limited Earths, listada na Austrália, valorizou 14,8% em uma semana e atingiu recorde histórico de 5,72 dólares australianos. A Aclara Resources, do Canadá, avançou 5% e também alcançou máxima, enquanto as australianas Meteoric Resources e Viridis Mining subiram cerca de 15%.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas ainda participa de forma incipiente na produção. A única mina comercial ativa é a Serra Verde, em Minaçu (GO), com potencial para produzir 5 mil toneladas anuais de óxidos. Outros projetos, como os da Viridis e da Meteoric em Minas Gerais e da Brazilian Rare Earths na Bahia, reforçam o interesse global pelo país.

A China responde por 70% da produção mundial desses minerais e ampliou o controle sobre exportações e tecnologia associada à fabricação de ímãs. Para o mercado, a medida fortalece a corrida por alternativas fora do território chinês — e o Brasil surge como uma das apostas mais promissoras nesse reposicionamento geopolítico e industrial.

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Fonte: Valor Econômico – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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