A indústria da mineração está tecnologicamente mais conectada — mas também mais vulnerável. O alerta vem do especialista em cibersegurança Matt Breuillac, um “ethical hacker” baseado em Perth, na Austrália, que tem acompanhado de perto a fragilidade digital de mineradoras, prestadores de serviço e empresas de energia.
Segundo Breuillac, muitas empresas de médio e pequeno porte operam com defesas defasadas, “até uma década atrás da Europa”. E os riscos não são hipotéticos. Nos últimos anos, ataques paralisaram plantas, vazaram dados sensíveis e forçaram shutdowns operacionais.
“Tudo o que estiver conectado pode ser interferido. Veículos remotos, sistemas de suprimento, dados de produção. Os hackers estão por toda parte — e nem sempre agem sozinhos”, afirmou.
Casos como o vazamento de dados na Rio Tinto, o ransomware que interrompeu operações da Copper Mountain e a tentativa de ataque à Iluka Resources mostram que a ameaça é real. Em 2024, documentos da Northern Minerals foram expostos por uma gangue digital internacional.
O custo vai além do financeiro. A reputação, o crescimento sustentável e a própria licença social para operar ficam em risco. “Se você negligencia sua higiene digital, investidores e clientes podem fazer o mesmo com sua empresa”, alerta Breuillac.
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