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Mineração submarina pode valer até US$ 20 trilhões

Mas o impacto ambiental ainda é uma incógnita

Minerais essenciais para baterias, chips e dispositivos médicos estão acumulados no fundo do mar, em forma de nódulos metálicos. O problema: extraí-los pode comprometer ecossistemas pouco conhecidos.

É o que está em jogo no Pacífico, onde empresas como a canadense The Metals Company. querem minerar a zona Clarion-Clipperton — área de 4,4 milhões de km² entre o Havaí e o México.

Por ali, estão nódulos com cobalto, níquel, cobre e manganês — formados ao longo de milhões de anos. Um estudo da consultoria Arthur D. Little estimou que o potencial comercial desses depósitos pode ultrapassar US$ 20 trilhões.

Mas os riscos são reais.

Veja os principais pontos:

  1. Conflito regulatório
    Os EUA não assinaram o tratado da ONU que regula a exploração submarina
    Mesmo assim, autorizaram concessões em águas internacionais
  2. Riqueza x biodiversidade
    90% das espécies perto dos nódulos são desconhecidas
    O impacto da mineração pode ser maior do que parece
  3. Estudos contraditórios
    Testes mostram que sedimentos se dispersam pouco
    Mas ainda não há consenso sobre a recuperação da fauna
  4. Cientistas pedem cautela
    Pesquisadores defendem operação controlada e escalonada
    Monitoramento ambiental será essencial para evitar danos irreversíveis

A questão não é só extrair mais metais — é descobrir se o planeta pode pagar o preço.

Tecnologia e ciência vão andar lado a lado?

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Fonte: The Wall Street Journal – As informações disponibilizadas são de domínio público e não refletem a opinião ou posicionamento da equipe do The Mining Brasil.

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