Negócio de US$ 500 mi pode ampliar presença chinesa no Brasil
A MMG Limited, subsidiária da estatal chinesa China Minmetals Corporation, segue confiante na aprovação regulatória da compra dos ativos de níquel da Anglo American no Brasil. O acordo, avaliado em US$ 500 milhões, inclui minas em Goiás e projetos em Mato Grosso e Pará.
A transação está sob análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade e da Comissão Europeia, após contestação da CoreX Holding BV, que alegou ter feito uma oferta de US$ 900 milhões. A Anglo afirma que a escolha da MMG considerou critérios além do valor, como capacidade de operação sustentável.
Segundo o Cade, a venda não oferece risco de concentração. A recomendação da superintendência, favorável ao negócio, deve ser ratificada nos próximos dias. Já a União Europeia expressou reservas quanto ao domínio chinês no setor, mas a MMG argumenta que não atua em ferroníquel no mercado europeu nem no Brasil, o que favorece sua entrada.
Críticos alertam para o avanço estratégico da China em setores como níquel, lítio e terras raras, o que pode aprofundar a dependência comercial brasileira no cenário global.
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