Com 20% do faturamento nacional, região combina diversidade mineral, tecnologia e infraestrutura para crescer no cenário global
O Nordeste brasileiro desponta como um dos novos polos estratégicos da mineração nacional. Impulsionada pela diversidade de recursos minerais e pelo avanço tecnológico das operações, a região já responde por até 20% do faturamento do setor e reforça sua posição como eixo de desenvolvimento industrial e logístico do país.
O movimento é visível em vários estados. No Rio Grande do Norte, o sal marinho mantém liderança absoluta, com 95% da produção nacional e exportações para mais de 40 países. Em Pernambuco, o Polo Gesseiro do Araripe sustenta parte essencial da construção civil. Já a Bahia concentra investimentos em ouro, cobre, níquel, vanádio e minerais críticos voltados à transição energética. No Ceará, as rochas ornamentais dobraram as exportações em 2025, alcançando US$ 32,4 milhões.
A expansão é acompanhada por uma infraestrutura logística robusta. O Porto do Itaqui movimentou 17,2 milhões de toneladas no primeiro semestre, e o Terminal de Ponta da Madeira mantém fluxo mensal de 15 milhões de toneladas de minério de ferro, reforçando o papel do Maranhão como eixo de exportação mineral.
Com novos investimentos, políticas ambientais e foco em capacitação técnica, o Nordeste se consolida como um polo mineral e tecnológico do futuro, combinando produtividade com responsabilidade socioambiental.
O Nordeste pode se tornar referência em mineração sustentável no Brasil?
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