Investimento de até R$ 15 bi conecta 743 km entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde
Com entrega prevista até 2030, a Ferrovia Estadual do Mato Grosso se tornará a maior obra ferroviária em curso no Brasil. Com 743 km de extensão, ela ligará a produção de grãos do norte do estado à malha ferroviária paulista, chegando ao porto de Santos. O projeto, liderado pela Rumo Logística, prevê investimentos de R$ 12 a R$ 15 bilhões e um modelo jurídico inédito: em vez de concessão, a empresa terá a posse da infraestrutura por cem anos, com base na nova lei das ferrovias, sancionada em 2022.
A primeira fase da obra já soma 5 mil empregos e 211 km de trilhos entre Rondonópolis e Campo Verde, com início de operação previsto para 2026. A demanda da região é estratégica: o Mato Grosso é responsável por cerca de 40% dos grãos exportados pelo Brasil. Hoje, mais de 1.600 caminhões circulam diariamente no terminal da Rumo em Rondonópolis, que já movimenta 22 milhões de toneladas por ano.
Com 22 pontes, 21 viadutos e 2 km de túneis, a ferrovia pretende desafogar a logística rodoviária e redefinir o transporte de grãos. Além de reduzir custos e ampliar capacidade, o modelo de autorização estadual pode abrir caminho para novos projetos privados semelhantes. A iniciativa também pode inverter décadas de negligência com o modal ferroviário, historicamente preterido desde a expansão rodoviária iniciada nos anos 1950.
A ferrovia do futuro será privada, longa e conectada ao campo?
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